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segunda-feira, 21 de março de 2011

Astróide 2011 CQ1

Na primeira sexta-feira do mês de Fevereiro deste ano, dia 04, um pequeno astróide até então desconhecido passou pela Terra, a uma distância 7 vezes mais próxima que a distância que vai do nosso planeta à Lua. Segundo a NASA, o 2011 CQ1, com cerca de um metro de diâmetro, passou apenas a 5.480 quilômetros da superfície do planeta. Se este objecto celestial caísse na Terra seria em pleno oceano, o que causaria um valente Tsunami. A luz por si emitida foi tão reluzente que em certos locais do planeta o seu rastro foi observado a olho nu.

Povos antigos

Os lusitanos

Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península Ibérica. Primeiramente, uma única tribo que vivia entre os rios Douro e Tejo ou Tejo e Guadiana. Ao norte do Douro limitavam com os galaicos e astures - que constituem a maior parte dos habitantes do norte de Portugal - na província romana de Galécia, ao sul com os béticos e ao oeste com os celtiberos na área mais central da Hispânia Tarraconense.


A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Apesar de as fronteiras da Lusitânia não coincidirem perfeitamente com as de Portugal de hoje, os povos que aqui habitaram são uma das bases etnológicas dos portugueses do centro e sul e também dos extremenhos (da Extremadura espanhola).


Na sua grande maioria, os lusitanos, eram gentes nómadas que vagueavam sem rumo pelas fragas e montes. Subsistindo da pastorícia e de tudo aquilo que a natureza lhes proporcionava. De onde proveram ninguém sabe ao certo, no entanto há quem diga que faziam parte integrante da sua terra, tal como os rios e as serras que a cruzam, tendo-se congregado à posterior com gentes forasteiras oriundas do centro da Europa, as quais nutriam fortes ligações com a cultura celta de La Tène.


Eram excelentes cavaleiros, os seus passatempos preferidos eram a musica, a dança e, acima de tudo as provas de destreza física, as quais os preparavam para fazer a guerra com os povos vizinhos. Através da qual punham à prova a sua bravura. Possuíam uma cultura muito própria, a célebre cultura do javali, a qual distinguia a sua etnia das demais. Idolatravam Deuses poderosos e únicos.


Na montanha a liberdade era absoluta, e a companhia dos Deuses reconfortante. O seu modo de vida era muito austero, mas a pureza da serra e tudo o que a ela é inerente purificava-lhes a alma e enobrecia-lhes o coração, fazendo com que se desembaraçassem com facilidade da cupidez e das suas iniquidades, tornando-nos assim unos com os Deuses. Contudo, com a chegada dos Fenícios ao sul da península e com o estabelecimento de vários postos mercantis tudo mudou. Os forasteiros trouxeram o bronze, já mais tarde o ferro, e também os iniciaram no cultivo da terra, brindando-os assim com uma ténue brisa daquele que era o mundo civilizado da época.


Consequentemente, sob a regência dos clãs mais influentes e mais abastados surgiram por toda a parte dentro dos seus domínios vários povoados castrejos, nos quais se concentrou o seu parco poder, quer politico quer económico. Os desterrados e menos abastados, os quais permaneceram fiéis ao nomadismo, nos Invernos de maior escassez apenas com o intento de subsistir, tinham o mau hábito de se organizarem em numerosos bandos e de descer a montanha a fim de empreenderem bravas campanhas às povoações mais abastadas, situadas a sul. Tendo como principal objectivo a depredação, dividindo à posterior os despojos por todos.


Os três Deuses principais dos Lusitanos (incluindo o par divino) eram:

ARENCIA (ARENTIA, ARANTIA, ARENGIA) – Deusa guerreira Lusitana, ela representa a vitória dos que lutam pelo seu povo. Ela é a esposa de Arencio, e é representada por uma égua.


ARENCIO (ARENGIOTANGINAECO, ARENTIO, ARENTIUS, ARANTIO) – Deus da Guerra e nacional dos Lusitanos. Representa a força. Juntamente com sua esposa, a Deusa Arencia, formam o par divino principal dos Lusitanos.

QUANGEIO (QUANGEIUS, KUANIKIO)– Deus criador, da fertilidade, dos campos e protector dos animais. É o terceiro Deus mais importante do Panteão nacional dos Lusitanos


TREBARUNA (TREBARUNE, TRIBORUNIS, TRIBORUNNI, TRIBARONA) – Deusa Guerreira e Protectora dos heróis, é também a Protectora da propriedade, do Lar e das Famílias. É a divindade feminina mais importante do Panteão Lusitano, esposa de Brigo, Ela é a Deusa lunar e do destino.

A relação sexual ideal

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Penn State, no Estado americano da Pensilvânia; Uma relação sexual satisfatória dura entre 3 a 13 minutos.
A investigação contou com a participação de 50 investigadores de nacionalidade americana e canadiana da Sociedade de Pesquisa e Terapia Sexual, incluindo psicólogos, médicos, assistentes sociais, terapeutas familiares e enfermeiras.
Os 50 investigadores multidisciplinares, recolheram dados de milhares de pessoas durante décadas.
Os resultados deste estudo, publicados pela revista “Journal of Sexual Medicine”, concluem que um acto sexual “adequado” dura entre três e sete minutos; um acto “desejável”, de sete a 13 minutos; um acto sexual “curto demais”, de um a dois minutos; e um acto “muito longo”, de dez a 30 minutos.
Outra conclusão é que “A interpretação de um homem ou de uma mulher do seu funcionamento sexual, ou o da sua (seu) parceira(o) tem origem nas crenças pessoais fundamentadas, em parte, nas mensagens da sociedade em que estão integrados”, disseram os investigadores.
O estudo ainda afirma que “Infelizmente, a cultura popular actual reforçou estereótipos a respeito das actividades sexuais”.
Os pesquisadores descobriram também que “muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram a noite toda”.
Devido a estudos anteriores, pensava-se que uma grande percentagem de homens e mulheres gostaria que a relação sexual durasse 30 minutos ou mais, mas este estudo mostra que “parece ser uma situação propícia para decepção e insatisfação”, disse um dos autores da pesquisa, Eric Corty, da Universidade Penn State.
“Com esta pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais”, afirmou o investigador.
A pesquisa irá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais.
“Se um paciente está preocupado com a duração da relação, estas informações podem ajudar a afastar a preocupação com problemas físicos e fazer com que ele seja tratado, inicialmente, com aconselhamento, em vez de medicamentos”, afirmou Corty.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sabe qual é o animal mais forte do mundo?








É forte, mas não é a baleia.












Este também não é.












Muito menos este.









É este! Ficou desapontado? Não fique! O besouro rinoceronte, também conhecido por besouro-hércules, nativo da América do Sul, o qual apenas mede entre 30 a 57 mm de comprimento e entre 14 a 21 mm de largura, pode erguer oitocentas e cinqüenta vezes o seu próprio peso. Se os humanos fossem tão fortes quanto este besouro, poderiam erguer um peso equivalente a 60 toneladas.Como vê não há que ficar desapontado, pois em termos Proporcionais, esta pequena criatura consegue levantar todas as anteriores e ainda mais algumas!

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre

O libertador

(Conto alegórico e hilariante que relata a vida de um jovem rapaz nascido nos finais do século passado.)

Jesus era um menino como todos os outros, tinha um enorme sorriso, uma energia contagiante e irradiava luz. Nasceu a cerca de dois quilómetros de Belém, mais concretamente na maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Onde desatou num desmesurado berreiro, ao aperceber-se de que havia entrado em cena, neste palco de loucos. Filho de José Bonifácio e Maria Albertina, casal de origens humildes que residia num dos muitos bairros operários da zona ribeirinha de Lisboa. O seu pai era carpinteiro a tempo inteiro, descansando só aos domingos, e a sua mãe, de vez em quando lá esfregava umas escadas para ganhar mais um dinheirinho.
Decorria o ano de mil novecentos e setenta e oito. Ano de grande mágoa no seio da santa madre igreja, suscitada pelo desaparecimento de dois Papas, Paulo VI, falecido ao fim de quinze anos de pontificado, e João Paulo I, falecido ao fim de trinta e três dias depois de ser eleito. Com efeito, Karol Józef Wojtyła é eleito como Papa João Paulo II. Enquanto isso, na Suiça, uns malandros levaram do cemitério o corpo de Charlie Chaplin, numa tentativa de extorquir a sua família. As ilhas Salomão declaram a independência. E, Espanha e Grécia adoptam; a primeira das nações referidas uma nova constituição, e a segunda a sua bandeira actual. A argentina Silvana Súarez é eleita Miss Mundo, e nascem também outros meninos, entre eles os famigerados Alexis Amore e Sid Wilson, ela uma actriz porno peruana e ele o DJ dos Slipknot.
Por cá, em Portugal, ninguém se entendia. Os mesmos governantes que fizeram um enorme manguito a Muammar al-Gaddafi, dirigente líbio que pediu a independência da Ilha da Madeira, segundo a Organização de Unidade Africana pertença de Africa, sucedem-se uns aos outros no cargo de primeiro-ministro. Pelos vistos ignorando, que a ditadura se havia instalado exactamente porque os governantes da primeira republica, à sua semelhança não se conseguiam entender, nem por nada deste mundo. Por sua sorte, o velho decrépito de seu nome Oliveira Salazar, já cá não se encontrava entre nós para repetir a sua façanha, deitando assim novamente as suas manápulas ávidas de poder ao país. Estando, os homens do poder, livres há época para fazer do país o que bem entendessem e lhes passasse pela telha. Para grande desilusão de José Bonifácio que era do Benfica, e do seu pai António Manuel Bonifácio que era do Sporting, o Futebol Clube do Porto ganhou o campeonato.
José Bonifácio havia fechado a oficina há uns instantes e preparava-se para ir jantar à casa dos seus pais, quando recebeu uma chamada da maternidade, “ Boa noite, fala da maternidade, o Senhor José Bonifácio, por favor ”, declarou uma voz aflautada e irritante, a qual lhe eriçou todos os pelos do seu corpo. A mulher, que se encontrava do outro lado da linha, informou-o que a sua esposa tinha acabado de entrar em trabalhos de parto. Boquiaberto, sem nada dizer, deixou o ocultador a fazer de pêndulo, entre os pés da mezinha onde se encontrava o telefone, e tendo apenas tempo para apanhar o sobretudo do cabide saiu porta fora, com esta a bater retumbantemente atrás de si. Uma vez na rua, desatou numa corrida desenfreada por esta abaixo, gritando para quem quisesse ouvir: “ Jesus vai nascer, Jesus está a nascer!”.
A noite estava coberta por uma leve bruma gélida, porem, não faltavam nas redondezas pessoas que o pudessem escutar, muitos dos moradores do bairro regressavam agora a casa depois de um árduo dia, passado a trabalhar nas docas ou nas fábricas da cidade, e outros andavam nas suas lides habituais. “ Heresia!”, praguejou a Dona Adelaide, uma das muitas clientes assíduas da igreja lá do bairro, que por acaso estava à janela a apanhar do estendal algumas das suas cuecas tamanho xxxl. “ Isso já não aconteceu há dois mil anos?”, interpelou um engraçadinho qualquer que descia a rua de bicicleta. “Eu sabia que ele voltaria um dia!”, bradou um homem, já meio trôpego pelos efeitos do álcool, que subia a rua pelo passeio contrário.
Apressado, José, só parou diante a montra da florista, estabelecida ao fundo da rua, já perto da esquina onde se encontrava a paragem de autocarro. Como nestas ocasiões é costume oferecer um ramo de flores à nova mamã, não pensou duas vezes e bateu à porta, impetuosamente. A Dona Gertrudes, que já se preparava para fechar o estabelecimento, estando a contar o dinheiro que tinha em caixa, ao fim de uns instantes a observar quem a procurava aquelas horas tardias, lá se designou a levantar o seu sim senhor do pequeno banco, giratório e almofadado, onde se encontrava.
Quando abriu a porta, o espanta espíritos chinês de madeira, com mandarins e borboletas embutidos em marfim, o qual a sua sobrinha lhe havia oferecido aquando do seu regresso de uma visita a Macau, tiniu estridentemente. No exterior deparou-se com um Bonifácio de rosto rosado, devido ao esforço que acabara de fazer ao correr rua abaixo, o qual a fitou de olhos esbugalhados, “Jesus está a nascer”, anunciou arrebatadamente, “ Dê-me o maior ramo de rosas que aí tiver, para oferecer à mãe “.
A Dona Conceição, que se encontrava a fazer companhia à sua amiga de longa data, estando sentada numa cadeira de verga num dos cantos da casa, embrenhada no seu tricô, ergueu a cabeça e ajeitando no nariz os seus óculos, com lentes tipo fundo de garrafão, disse: “Já não te disseram para beberes menos, José Bonifácio?”.
Ambicionando as eventuais moedas que José poderia ter no bolso, a Dona Gertrudes apressou-se em atender o seu pedido, sem nada dizer. Agarrando no ramo de flores, José, precipitou-se para a paragem de autocarro, sem receber o troco a que tinha direito. Depois, de contar as pedras da calçada por duas vezes, ter visto o horário do autocarro por dezenas e de ter gritado a toda a gente que Jesus já nascera, lá surgiu o autocarro apinhado de passageiros. Ao constatar que havia dado todas as moedas à dona Gertrudes, declarou: “ Jesus já nasceu, é o meu filho e eu gastei todo o dinheiro que tinha nestas flores, que aqui trago, para dar à Maria, que o acabou de parir agora mesmo”. Com metade do autocarro abismada, e com a outra a rir a bandeiras despregadas, o pai de Jesus foi convidado a sair da viatura, por um chofeur visivelmente irritado, com um enorme bigode felpudo e de aspecto bonacheirão, que lhe indicou a porta de saída, através de um dedo indicador carnudo e imundo onde se podia ver uma unha amarela e encarquilhada.
Novamente na rua, já sem as flores que com a confusão deixara ficar no autocarro, teve que tomar uma decisão rápida, “ E agora o que faço? Que desgraça a minha! Subo a rua e vou a casa buscar dinheiro para apanhar o próximo carro que só passa daqui a meia hora, ou meto as mãos nos bolsos e sigo caminho?“, José optou pela segunda hipótese de escolha, mas antes de se pôr a caminho e de enfiar as mãos nos bolsos, acendeu um definitivo.
Após uma longa e árdua caminhada, quando avistou o frontispício da maternidade, para além dos três cigarros que ofereceu, a quem lhos pediu, já havia fumado o maço praticamente todo. Ao entrar no café de esquina, que estava a abarrotar de gente, a fim de comprar um novo maço, olhou para a televisão e constatou que jogava o Benfica, “ Logo hoje é que o puto havia de nascer!“. Pediu o tabaco e uma bica, e quando constatou que não trazia dinheiro já era tarde, “ Ponha na conta do Tadeu, que não paga ele nem pago eu”, pensou. Não podendo fazer mais nada deixou-se ficar por ali a assistir ao jogo, esperando por uma oportunidade de sair sorrateiramente.
Entretanto, na sala de partos, Maria dava à luz. Devido ao suor que lhe escorria da testa em catadupa, tinha o rosto luzidio e os cabelos emaranhados, colados ao mesmo. Numa dança louca, contorcia-se e agitava-se freneticamente. Parecendo estar possuída soltava toda a espécie de injurias e impropérios, possíveis e impossíveis de imaginar. Em seu redor meia dúzia de enfermeiros, fleumáticos e apáticos, procuravam-na acalmar e segurar com todas as suas forças, enquanto um obstetra já idoso e bastante sisudo tentava por todos os meios trazer Jesus ao mundo. Após momentos extravagantes e angustiantes, lá Jesus espreitou cá para fora, para delírio de Maria e de todos aqueles que haviam dado assistência ao parto. Por incrível que pareça o seu choro conseguiu superar, a nível de decibéis, em larga escala os gritos e uivos da mãe.
Depois de ministrarem uma boa dose de calmantes a Maria, e de terem levado a criança para a limparem, os enfermeiros trouxeram-na para o leito da mãe. Já a regressar a si, Maria, lembrou-se de perguntar ao obstetra, o qual entretanto a viera observar, se a criança era menino ou menina. No caso de ser menino há muito que estava decidido que se chamaria Jesus, caso contrario teria de se improvisar. “É uma menina!” exclamou o obstetra seriamente. Ainda agora Jesus acabara de nascer e já havia morrido. “ Não me diga uma coisa dessas, senhor doutor, todos estávamos com fé de que fosse um menino”. Disse visivelmente entristecida, “Até já tínhamos um nome para ele e tudo!”, o médico sorriu, “Então, anime-se que é um menino, só estava a brincar!”.
Enfurecida, Maria, pegou no objecto que tinha mais há mão e conjuntamente com um chorrilho de injúrias arremessou-o à testa do homem, com todas as forças que ainda conservava. Ao embater no seu alvo, a arrastadeira abriu uma ferida, e o obstetra com sangue a escorrer pelo rosto, maculando-lhe a sua lustrosa bata branca, teve que se dirigir à enfermaria a fim de ser suturado. “Chamem o meu marido, eu quero o meu marido, chamem o meu marido, já”, gritou Maria para um grupo de enfermeiros em alvoroço.
Instantes depois, após levarem Jesus para o berçário, surgiu no quarto de Maria uma enfermeira, já com muitos anos de casa, e visivelmente mais experiente em tais situações delicadas, as quais exigem o mínimo de zelo, “Lamento muito informá-la, minha jovem mãe, mas o único dos seus familiares que não se encontra presente na sala de espera é precisamente o seu marido”, Maria silenciou-se e disse muito baixinho: “ Deve estar a ver a bola, o malandro!”.
Entretanto, Chalana marcou golo para o Benfica, e eis que surgiu a oportunidade de que José tanto ansiava para poder sair do estabelecimento, sem pagar a despesa que lhe cabia. Gritou golo e entre uma confusão de vivas, gritos e abraços, escapuliu-se. Quando já ia a entrar na maternidade, quatro homens bem constituídos fisicamente acercaram-se de si,” Parece que estou metido em maus lençóis!”.
“Qual é a tua explicação para o que acabaste de fazer, rapazola?”, inquiriu o dono do estabelecimento, que também fazia parte daquele grupo de matulões. Perante tal inquisição, Bonifácio respondeu: “ Jesus já nasceu, é o meu filho e eu gastei todo o dinheiro que tinha num ramo de flores para dar à Maria, que o acabou de parir agora mesmo. Como não tinha dinheiro para pagar o bilhete do autocarro vim a pé até aqui, pelo caminho três sujeitos pediram-me um cigarro e um deles certamente me roubou as flores, sem que me apercebesse. Ao chegar aqui à porta dei conta de que o tabaco me havia acabado, e esquecido de que não trazia dinheiro comigo, fui comprar mais. É esta a minha explicação “.
Não convencidos minimamente com a história que haviam escutado de José, os matulões trocaram olhares entre si, e o maior de todos assentou-lhe um valente soco nos queixos. Azamboado, José caiu no chão levando a mão direita de encontro ao seu nariz ensanguentado. “Toma lá que é para aprenderes!”, proferiu um dos agressores. Apercebendo-se do reboliço os seus familiares, os quais se encontravam no interior do edifício, o seu pai, o sogro, dois dos irmãos de Maria, o seu grande amigo Judas Sarnento, e o seu irmão, precipitaram-se em seu socorro. Enquanto o diabo esfrega um olho gerou-se um enorme alvoroço à porta da maternidade. O que não tardou para se aglomerar ali uma autentica multidão, incendiada pela discussão, e também para que chamassem a policia. Quando a policia chegou ao local, levou todos para a esquadra, à excepção de José Bonifácio que entretanto fora levado, por uma jovem enfermeira, para o interior da maternidade, onde agora lhe prestava os primeiros socorros.
Depois de tratado, e de ter esclarecido toda a situação com os responsáveis da instituição em causa, José, foi conduzido à presença da mulher e do filho, isto por uma administrativa de voz aflautada e irritante. Ao entrar no quarto, Maria disse-lhe: ”Desgraçado, mais um pouco chegavas quando o teu filho estivesse para ir à tropa. Malandro, que nem um ramo de flores me foste capaz de comprar. Estiveste a ver o Benfica, não foi?”.