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segunda-feira, 9 de abril de 2012

A mensagem














A “Mensagem” foi o único livro que Fernando Pessoa publicou enquanto era vivo, este tinha como objectivo chamar a atenção para um império superior ao material, um império espiritual (Quinto Império).

A obra está simbolicamente tripartida – “Brasão”, “Mar Português” e “O Encoberto” – que traduz a evolução do império português desde a sua origem (conquistas), passando pela “fase adulta” (descobertas) até à morte (decadência), a que se seguirá a ressurreição.

O “Brasão” representa a nobreza do povo português, fazendo referência aos construtores do império, o que corresponde ao nascimento da pátria, com referência aos mitos e figuras históricas até D. Sebastião. Dá-nos conta de um Portugal erguido pelo esforço e destinado a grandes feitos. Desta parte podemos salientar os poemas: “Ulisses” (símbolo da renovação dos mitos, “O mito é o nada que é tudo.”),”D. Dinis” (símbolo da importância da poesia na construção do Mundo, “Na noite escreve um seu Cantar de Amigo”) e “D. Sebastião, rei de Portugal” (símbolo da loucura audaciosa e aventureira, “Louco, sim, louco, porque quis grandeza”). Esta parte simboliza as conquistas que foram feitas por terra.

O “Mar Português” faz referência aos feitos realizados pela nobreza portuguesa; é nesta parte que o poeta fala do sonho marítimo, correspondendo à realização e vida do império português, referindo personalidades e acontecimentos dos Descobrimentos que exigiram uma luta contra o desconhecido e os elementos naturais. Podemos salientar poemas como “O Infante” (símbolo do Homem universal, “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”), “Mar Português” (símbolo do sofrimento por que passaram todos os portugueses, “Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal”) e “O Mostrengo” (símbolo dos obstáculos, dos perigos e dos medos que os portugueses tiveram de enfrentar para realizar o seu sonho, “ Sou um povo que quer o mar que é teu;”). Esta parte simboliza as conquistas que foram feitas por mar (água).

O “Encoberto” induz o leitor para a imagem de um império moribundo; é onde se tem contacto com a ideia de que após a morte há a ressurreição para um novo império espiritual, moral e civilizacional, o Quinto Império. Nesta parte, Pessoa aproveita para mostrar a realidade do império, temos poemas com “O Quinto Império” (símbolo da inquietação necessária ao progresso, “Triste de quem vive em casa/Contente com o seu lar/ Sem um sonho, no erguer da asa/(…)/Triste de quem é feliz!”) e “Nevoeiro” (símbolo da nossa confusão, do estado caótico em que nos encontramos, tanto como Estado, como emocionalmente, mentalmente, etc., “Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,”). Esta parte simboliza a morte do império português, mas Pessoa deixa a ideia/esperança que um novo império se irá formar, um império espiritual (daí simbolizar o ar).

Em toda a obra está presente o número três, que remete para a união entre Deus, o Universo e o Homem (“Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce.”). Este número é ligado a Cristo, que simboliza três figuras: a de rei, a de padre e a de profeta, na obra aparece associado a dois grupos de poemas: “Timbre”, onde pertencem os poemas “A cabeça do Grifo: O Infante D. Henrique”, “Uma asa do Grifo: D. João II” e “A outra asa do Grifo: Afonso de Albuquerque”, cumprindo estas personagens históricas o papel de rei e de padre, pelo seu Poder e pela sua Espiritualidade (“Tem aos pés o mar novo e as mortas eras” (…) “O único imperador que tem deveras/O globo mundo em sua mão”; “Braços cruzados, fita além do mar” (…)“E parece temer o mundo vário/Que ele abra os braços e lhe rasgue a vida”; “ De ver o mundo e a injustiça e a sorte” (…) “Não pensa em vida ou morte.”); e “Os Avisos”, onde estão integrados os poemas “O Bandarra”, “António Vieira” e “Terceiro” (que simboliza o próprio Pessoa), cumprindo a função profética do anúncio do Quinto Império.

O número três é o número da perfeição, o que podemos afirmar que Pessoa dá a sua obra com perfeita (por estar tripartida) e que a fase mais importante do império português foi as descobertas, pois é na segunda parte (“Mar Português”) que o poeta remete para este número (12 poemas, 1 + 2 = 3).

Podemos também relacionar a estrutura tripartida com o espaço: histórico, mítico e místico. Durante toda a obra conseguimos relacionar os poemas com factos históricos de Portugal. O aspecto mítico está presente ao longo dos poemas, como por exemplo no poema “Ulisses” (“O mito que é nada que é tudo.”), mas principalmente na última parte da “Mensagem” – “O Encoberto” – onde o mito sebastianista está presente (ex. “D. Sebastião”, “O Encoberto”, “Nevoeiro”). E, por fim, o aspecto místico onde podemos indicar poemas como a “Ascensão de Vasco da Gama”, onde o herói sob ao nível dos Deuses, tornando-se “imortal”, isto é, não cai em esquecimento.

O título da obra – “Mensagem” – também nos remete para uma estrutura tripartida, já que se pode dividir silabicamente em três partes (Men – sa – gem ), curiosamente Portugal também tem a mesma divisão (Por – tu - gal).

Em conclusão, podemos afirmar que a “Mensagem” é uma obra complexa, com muitos significados “escondidos”, e que Fernando Pessoa a dividiu propositadamente nas três partes que simbolizam o ciclo de vida do império português: o nascimento, o crescimento (momento áureo histórico) e a morte da pátria.

http://www.notapositiva.com/pt/apntestbs/portugues/12>

1 comentário:

  1. A interpretação no assunto principal que é a chave que vai marcar a mudança neste país seria preciso teres o conhecimento dos factos. De forma que vê isto www.reifazdeconta.com e a explicação anexa da Mensagem:

    Quinto: NEVOEIRO
    Quinto

    NEVOEIRO

    Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,

    Define com perfil e ser

    Este fulgor baço da terra

    Que é Portugal a entristecer —

    Brilho sem luz e sem arder

    Como o que o fogo-fátuo encerra.

    Ninguém sabe que coisa quer.

    Ninguém conhece que alma tem,

    Nem o que é mal nem o que é bem.

    (Que ânsia distante perto chora?)

    Tudo é incerto e derradeiro.

    Tudo é disperso, nada é inteiro.

    Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

    É a hora!

    Valete, Fratres.

    10-12-1928

    Fernando Pessoa
    Terceiro: Escrevo meu livro à beira-mágoa.
    Terceiro

    Escrevo meu livro à beira-mágoa.

    Meu coração não tem que ter.

    Tenho meus olhos quentes de água.

    Só tu, Senhor, me dás viver.

    Só te sentir e te pensar

    Meus dias vácuos enche e doura.

    Mas quando quererás voltar?

    Quando é o Rei? Quando é a Hora? ( O Rei marca a hora da mudança para melhor neste país)

    Quando virás a ser o Cristo

    De a quem morreu o falso Deus, ( Duarte Pio que representa o absolutismo)

    E a despertar do mal que existo

    A Nova Terra e os Novos Céus? ( um dos planos é a permacultura e as energias livres) Ou seja uma terra rejuvenescida e um céu limpo e despoluído.

    Quando virás, ó Encoberto,

    Sonho das eras português,

    Tornar-me mais que o sopro incerto

    De um grande anseio que Deus fez? ( A chegada do Rei o Encoberto para realizar os sonhos dos portugueses o 5º Império)

    Ah, quando quererás, voltando,

    Fazer minha esperança amor?

    Da névoa e da saudade quando?

    Quando, meu Sonho e meu Senhor?

    10-12-1928

    O ENCOBERTO


    Que símbolo fecundo

    Vem na aurora ansiosa?

    Na Cruz Morta do Mundo

    A Vida, que é a Rosa.

    Que símbolo divino

    Traz o dia já visto?

    Na Cruz, que é o Destino,

    A Rosa, que é o Cristo.

    Que símbolo final

    Mostra o sol já desperto?

    Na Cruz morta e fatal

    A Rosa do Encoberto.



    O símbolo do Encoberto é a Rosa - D. Rosário - Rosário quer dizer campo de rosas.


    Terceiro

    CALMA

    Que costa é que as ondas contam

    E se não pode encontrar

    Por mais naus que haja no mar?

    O que é que as ondas encontram

    E nunca se vê surgindo?

    Este som de o mar praiar

    Onde é que está existindo?

    Ilha próxima e remota,

    Que nos ouvidos persiste,

    Para a vista não existe.

    Que nau, que armada, que frota

    Pode encontrar o caminho

    À praia onde o mar insiste,

    Se à vista o mar é sozinho?

    Haverá rasgões no espaço ( aviões obviamente)

    Que dêem para outro lado,

    E que, um deles encontrado,

    Aqui, onde há só sargaço,

    Surja uma ilha velada, ( o Rei nasceu em Siracusa)

    O país afortunado ( de fortuna- palavra tipicamente a identificar Itália)

    Que guarda o Rei desterrado ( O Rei está desterrado não está em Portugal!!!!!!!!)

    Em sua vida encantada? ( reparem neste detalhe de Fernando Pessoa com o ponto de interrogação a colocar em dúvida a vida encantada do nosso verdadeiro Rei D. Rosário- devido às filhas de P.... dos amigos de Duarte Pio e aos danos materiais que infligiram durante os anos que correu o processo a D. Rosário. https://casarealdebraganca.wixsite.com/reifazdeconta/falso-reconhecimento-de-duarte-pio



    E se alguém tem dúvidas que seja D. Rosário



    Vejam este ;



    AS ILHAS AFORTUNADAS

    Que voz vem no som das ondas

    Que não é a voz do mar?

    É a voz de alguém que nos fala,

    Mas que, se escutamos, cala,

    Por ter havido escutar.

    E só se, meio dormindo,

    Sem saber de ouvir ouvimos,

    Que ela nos diz a esperança

    A que, como uma criança

    Dormente, a dormir sorrimos.

    São ilhas afortunadas, ( mais uma vez a palavra típica italiana)

    São terras sem ter lugar,

    Onde o Rei mora esperando. - (O rei está à espera que o povo acorde e o vá buscar não está em Portugal)

    Mas, se vamos despertando,

    Cala a voz, e há só o mar.

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