Textos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.comTextos Animados en MuchoGrafico.com

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Povos antigos

Os Espartanos


No sudoeste do Peloponeso estende-se um vale por onde correm as águas do ancestral rio Eurotas. A região, cercada de montanhas chamou-se noutros tempos, de Lacônia. Inicialmente foi habitada pelos pelasgos, depois foi invadida pelos aqueus e, por fim, conquistada pelos dórios.


Estes últimos fixaram o centro de sua atividade na cidade de Esparta. A hostilidade dos aqueus, vencidos mas não conformados, a influência do solo áspero, do clima e da própria situação geográfica, tornaram os espartanos, com o decorrer dos séculos num povo guerreiro.


Foram três os principais motivos que levaram os espartanos a praticarem guerras de conquista: A preocupação de abater qualquer outro Estado que, por seu poderio, constituísse ameaça ao país; A necessidade de outras terras para a população crescente; O desejo de aumentar o poderio militar que lhes era próprio, absorvendo novas tropas auxiliares ou aliadas.

A organização social espartana


A organização política e social de Esparta é atribuída a Licurgo, personagem lendária, que teria vivido no século IX a.C.

A população se compunha de três classes sociais: espaciatas, periecos e ilotas.

Os espaciatas também chamados espartanos eram descendentes dos antigos dórios e formavam a classe dos iguais, espécie de aristrocacia dominante. Os periecos integravam a classe formada pelos antigos aqueus que não foram despojados de suas pequenas propriedades; não tinham direitos políticos, mas gozavam de completa liberdade social e econômica. Os ilotas eram também aqueus, pertencentes, porém, aquela grande maioria que fora privada de seus haveres e reduzida a condições de trabalho humilde.

A organização política de Esparta


Esparta era governada em simultâneo por dois reis. Em época de guerra, somente um deles marchava para o combate.

O poder dos monarcas sofria, porém, limitações impostas pelos seguintes outros órgãos de governo:

I - A Gerúsia, câmara formada de cidadãos maiores de 60 anos, que redigia as leis a serem por todos obedecidas;

II - A Ápela, assembléia em que tomavam parte os maiores de 30 anos, com poderes para aceitar ou rejeitar as propostas da Gerúsia;

III - Os Éforos, conselheiros ou magistrados, em números de cinco, eleitos por um ano e com atribuições de convocarem as duas câmaras, de darem ordem a militares, de administrar justiça e de vigiar a vida particular dos adultos.

A educação espartana


A educação dos espartanos visava a fazer de cada indivíduo um soldado. O recém-nascido que apresentasse defeito para a vida militar era morto por ordem do Estado. Quando os meninos alcançavam os sete anos de idade, tornavam-se recrutas e passavam a fazer parte de uma pequena tropa que, sob as ordens de um monitor, praticavam diariamente exercícios atléticos e ginástica. Aos vinte anos, o jovem ingressava no exército, aos trinta, podia casar-se e participar da Ápela. A vida militar só findava quando o homem espartano chegava aos 60 anos de idade. Todos, mesmo os monarcas, antes dessa idade, eram obrigados a tomar parte nos exércitos militares, que, periodicamente, se levavam a efeito em tempos de paz.

A cultura intelectual foi quase nula em Esparta limitando-se ao ensino de poesias sagradas, a cantos de guerra e a uma eloqüência particular que devia expressar muitas coisas em poucas palavras. Chama-se lacónica a linguagem breve, concisa, sentenciosas, igual a que se falava na Lacónia.

As conquistas espartanas


Esparta manteve um exército adestrado de 30 mil homens de infantaria e 500 de cavalaria.

Proporcionalmente ao total da população , o número de soldados era excessivo, podendo se dizer que a lacônia era um quartel general e o povo espartano um exército. Vivendo exclusivamente para as glórias da guerra, foram os espartanos no dizer do historiador Xenofonte: "artistas da arte militar".

Com esse exército, Esparta dominou várias cidades do Peloponeso e com aquelas que não pode subjugar formou a famosa aliança que teve o nome de Liga do Peloponeso. No ano de 490 a.C., o poderio de Esparta era superior ao de todas a s cidades da Grécia. Esta fase teve o nome de Hegemonia espartana.

Guerra do Peloponeso



Conflito entre Atenas e Esparta, ocorrido entre 431 e 404 a.C.. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos.

A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas. Esparta invadiu a Ática com seus aliados em 431 a.C., mas Péricles persuadiu os atenienses a se deslocarem para trás das 'longas muralhas' que ligavam Atenas a seu porto, o Pireu, e a evitar uma batalha em terra com o superior exército espartano. Atenas confiava em sua frota de trirremes para invadir o Peloponeso e proteger seu império e suas rotas comerciais, mas foi gravemente surpreendida pela deflagração da peste, em 430 a.C., que matou cerca de um terço da população, inclusive Péricles. Apesar disso, a frota teve boa performance e foi estabelecida uma trégua de um ano, em 423 a.C.. A Paz de Nícias foi concluída em 421 a.C., mas Alcibíades liderou um movimento de oposição a Esparta no Peloponeso; suas esperanças esvaneceram-se com a vitória de Esparta em Mantinéia, em 418 a.C..

Ele foi também o principal defensor de uma expedição à Sicília (415-3 a.C.), que visava derrotar Siracusa e que resultou em completo desastre para Atenas. A guerra foi formalmente retomada em 413 a.C.; a fortificação de Decélia, na Ática, pelos espartanos, e revoltas generalizadas entre seus aliados pressionaram Atenas, que havia perdido grande parte de sua frota na Sicília e estava falida e atormentada por convulsões políticas. Apesar disso e graças, em grande parte, a Alcibíades, a sorte de Atenas ressurgiu, com vitórias navais em Cinosema (411 a.C.), e Cícico (410 a.C.), e com a reconquista de Bizâncio (408 a.C.). Houve mais uma vitória em Arginuse, em 406 a.C.. A partir de então, o apoio financeiro da Pérsia a Esparta e as habilidades estratégicas e táticas do espartano Lisandro alterou a balança.

A vitória espartana em Egospótamos e seu controle do Helesponto subjugaram Atenas, pela fome, até a rendição, em abril de 404 a.C.. Seguiu-se imediatamente um golpe oligárquico, apoiado por Esparta, e o reino de terror da 'Tirania dos Trinta'. A democracia foi restabelecida em 403 a.C..

A batalha das Termópilas


Travada no contexto da Segunda Guerra Médica, decorreu no verão de 480 a.C., no desfiladeiro das Termópilas, na Grécia Central. Ali, de acordo com a tradição veiculada pelo historiador Heródoto de Halicarnasso, 300 espartanos sob o comando de seu rei Leónidas, enfrentaram centenas de milhares (historiadores não entram em acordo exato quanto ao número, que podia variar de uma ou duas centenas de milhares) de persas liderados por Xerxes, filho de Dario.(Diz-se que Leônidas, sabendo-se perdido, teria ordenado a retirada dos não-espartanos, e, com 300 compatriotas, teria combatido o colosso persa).


A grande disparidade numérica entre os combatentes levou a que a batalha terminasse, aparentemente, com uma vitória persa - muito embora os Gregos, antes de serem totalmente aniquilados, tenham conseguido infligir um elevado número de baixas e retardar consideravelmente o avanço dos Persas pela Grécia. A intervenção dos Gregos, para além de os levar a morrer como homens livres, e não como escravos persas, foi decisiva para o futuro do conflito, pois atrasou o avanço persa por três dias (apesar que o desejado fossem 10 dias), assim permitindo a salvação de Atenas e, por conseguinte, da nascente Civilização Ocidental.


Nota:Devido a um estilo de vida similar, os luistados chegaram a ser designados, por alguns historiadores classicos, de os espartanos da Peninsula Iberica.

Fontes:
http://greek.hp.vilabol.uol.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Term%C3%B3pilas

Sabia que..?


...se grita-se durante 8 anos , 7 meses e 5 dias consecutivos, iria produzir energia sonora suficiente para aquecer uma chávena de café.


... se liberta-se gases constantemente durante 6 anos e 9 meses, teria produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atómica.


... o sol liberta mais energia num segundo do que toda aquela que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.


... os relâmpagos matam mais seres humanos do que a erupções vulcânicas, os furacões e os terremotos.


... os astronautas não podem comer feijão antes de suas viagens, pois os gases provocados durante a sua digistão podem danificar os fatos espaciais.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Povos antigos

Os vikings

Os vikings são uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.


A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.


O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.


As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.


Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.


A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.


O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.


Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.


Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.

O som das baleias

Os sons que se ouvem debaixo de água não são, afinal, muito diferentes dos que se ouvem à superfície e alguns dos que são emitidos pelas baleias até parecem os de animais terrestres bem conhecidos, escreve a Lusa.


Esta é uma das curiosidades de um estudo conduzido pela bióloga marinha Mónica Silva que o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores está a realizar com o recurso a hidrofones fixos colocados no fundo mar.

«É surpreendente perceber que os animais marinhos têm sons que são familiares ao ouvido humano, porque são semelhantes aos sons de animais terrestres», afirmou a investigadora em declarações à Lusa, acrescentando que este fenómeno é «quase inexplicável».

As gravações permanentes recolhidas através dos hidrofones permitiram perceber que há baleias que produzem sons semelhantes a rãs, aves marinhas ou até mesmo a vacas ou porcos, enquanto outras emitem sons parecidos com trombones ou apitos de grandes navios.

Esta curiosidade está, no entanto, longe de ser o objectivo principal do trabalho realizado pelos investigadores do DOP, que estão mais interessados em obter dados científicos a partir do que conseguem recolher.

Segundo Mónica Silva, o processamento de todos estes sons ajuda os cientistas a encontrar os padrões que lhes interessa estudar sobre os animais, nomeadamente quais os tipo de baleias que passam pelos Açores e quais os seus comportamentos.

«Queremos também perceber qual a importância dos Açores para a ecologia destas espécies», frisou a investigadora, lembrando que nem todas as baleias emitem sons com a mesma finalidade.

Os golfinhos e os cachalotes, um dos cetáceos mais comum nos Açores, emitem sons para comunicar, mas também para descobrir as suas presas e até como meio de orientação no fundo do mar.

Os quatro aparelhos que o DOP colocou no fundo do mar em diferentes zonas do arquipélago, não recolhem apenas os sons das baleias, registam também os ruídos provocados pelas embarcações e até mesmo os sons causados por um sismo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fungo que provoca a quitridiomicose

A quitridiomicose é, a par da destruição de habitat, a mais importante ameaça à sobrevivência das populações de anfíbios, que constituem o grupo de vertebrados terrestres em situação mais crítica, com 1/3 das espécies em risco de extinção.
A quitridiomicose danifica o processo de transferência de electrólitos através da pele, causando desequilíbrios que conduzem a uma paragem cardíaca. Resta saber exactamente como o fenómeno se processa para desenvolver uma cura.
O fungo que provoca a quitridiomicose foi identificado pela primeira vez há 10 anos e actualmente afecta anfíbios nos 5 continentes, tendo já causado algumas extinções. Embora haja algumas teorias sobre como é que o fungo debilita o organismo dos anfíbios o seu mecanismo de actuação permanece por desvendar, tornando difícil o combate a esta ameaça à sobrevivência dos anfíbios.
No entanto, um grupo de cientistas maioritariamente australianos, levou a cabo um estudo com rãs afectadas pela micose que obteve resultados elucidativos, embora seja necessário estudar outras espécies para confirmar as descobertas.
Os investigadores analisaram amostras de pele de rãs verdes arborícolas infectadas pelo fungo tendo concluído que a passagem de electrólitos como o sódio e o potássio se encontrava danificada, com os animais doentes a registarem níveis de potássio equivalentes a metade do normal.
Este desequilíbrio é em humanos, causa potencial de paragem cardíaca e, de facto, os electrocardiogramas realizados a rãs verdes arborícolas doentes umas horas antes da sua morte revelavam alterações no ritmo cardíaco, culminando com paragem. Por outro lado, a administração de medicamentos que restauram o equilíbrio de electrólitos resultou numa melhoria temporária. Parece assim ser que o fungo da quitridiomicose causa um desequilíbrio electrolítico que acaba por afectar o coração.
O próximo passo é descobrir como exactamente é que o fungo Batrachochytrium dendrobatidis causa este desequilíbrio nos níveis de sódio para poder desenvolver uma “cura”. Alguns estudos sugerem que alguns anfíbios possuem na sua pele bactérias que lhes conferem protecção por isso pode ser que o estudo do modo actuação da Batrachochytrium dendrobatidis facilite a identificação dessas bactérias.

Fonte: Naturlink

segunda-feira, 21 de março de 2011

Astróide 2011 CQ1

Na primeira sexta-feira do mês de Fevereiro deste ano, dia 04, um pequeno astróide até então desconhecido passou pela Terra, a uma distância 7 vezes mais próxima que a distância que vai do nosso planeta à Lua. Segundo a NASA, o 2011 CQ1, com cerca de um metro de diâmetro, passou apenas a 5.480 quilômetros da superfície do planeta. Se este objecto celestial caísse na Terra seria em pleno oceano, o que causaria um valente Tsunami. A luz por si emitida foi tão reluzente que em certos locais do planeta o seu rastro foi observado a olho nu.

Povos antigos

Os lusitanos

Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península Ibérica. Primeiramente, uma única tribo que vivia entre os rios Douro e Tejo ou Tejo e Guadiana. Ao norte do Douro limitavam com os galaicos e astures - que constituem a maior parte dos habitantes do norte de Portugal - na província romana de Galécia, ao sul com os béticos e ao oeste com os celtiberos na área mais central da Hispânia Tarraconense.


A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Apesar de as fronteiras da Lusitânia não coincidirem perfeitamente com as de Portugal de hoje, os povos que aqui habitaram são uma das bases etnológicas dos portugueses do centro e sul e também dos extremenhos (da Extremadura espanhola).


Na sua grande maioria, os lusitanos, eram gentes nómadas que vagueavam sem rumo pelas fragas e montes. Subsistindo da pastorícia e de tudo aquilo que a natureza lhes proporcionava. De onde proveram ninguém sabe ao certo, no entanto há quem diga que faziam parte integrante da sua terra, tal como os rios e as serras que a cruzam, tendo-se congregado à posterior com gentes forasteiras oriundas do centro da Europa, as quais nutriam fortes ligações com a cultura celta de La Tène.


Eram excelentes cavaleiros, os seus passatempos preferidos eram a musica, a dança e, acima de tudo as provas de destreza física, as quais os preparavam para fazer a guerra com os povos vizinhos. Através da qual punham à prova a sua bravura. Possuíam uma cultura muito própria, a célebre cultura do javali, a qual distinguia a sua etnia das demais. Idolatravam Deuses poderosos e únicos.


Na montanha a liberdade era absoluta, e a companhia dos Deuses reconfortante. O seu modo de vida era muito austero, mas a pureza da serra e tudo o que a ela é inerente purificava-lhes a alma e enobrecia-lhes o coração, fazendo com que se desembaraçassem com facilidade da cupidez e das suas iniquidades, tornando-nos assim unos com os Deuses. Contudo, com a chegada dos Fenícios ao sul da península e com o estabelecimento de vários postos mercantis tudo mudou. Os forasteiros trouxeram o bronze, já mais tarde o ferro, e também os iniciaram no cultivo da terra, brindando-os assim com uma ténue brisa daquele que era o mundo civilizado da época.


Consequentemente, sob a regência dos clãs mais influentes e mais abastados surgiram por toda a parte dentro dos seus domínios vários povoados castrejos, nos quais se concentrou o seu parco poder, quer politico quer económico. Os desterrados e menos abastados, os quais permaneceram fiéis ao nomadismo, nos Invernos de maior escassez apenas com o intento de subsistir, tinham o mau hábito de se organizarem em numerosos bandos e de descer a montanha a fim de empreenderem bravas campanhas às povoações mais abastadas, situadas a sul. Tendo como principal objectivo a depredação, dividindo à posterior os despojos por todos.


Os três Deuses principais dos Lusitanos (incluindo o par divino) eram:

ARENCIA (ARENTIA, ARANTIA, ARENGIA) – Deusa guerreira Lusitana, ela representa a vitória dos que lutam pelo seu povo. Ela é a esposa de Arencio, e é representada por uma égua.


ARENCIO (ARENGIOTANGINAECO, ARENTIO, ARENTIUS, ARANTIO) – Deus da Guerra e nacional dos Lusitanos. Representa a força. Juntamente com sua esposa, a Deusa Arencia, formam o par divino principal dos Lusitanos.

QUANGEIO (QUANGEIUS, KUANIKIO)– Deus criador, da fertilidade, dos campos e protector dos animais. É o terceiro Deus mais importante do Panteão nacional dos Lusitanos


TREBARUNA (TREBARUNE, TRIBORUNIS, TRIBORUNNI, TRIBARONA) – Deusa Guerreira e Protectora dos heróis, é também a Protectora da propriedade, do Lar e das Famílias. É a divindade feminina mais importante do Panteão Lusitano, esposa de Brigo, Ela é a Deusa lunar e do destino.